Duelo de seis pontos é fundamental para a disputa do campeonato
Seis partidas abrem a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, porém o principal destaque é o clássico entre Palmeiras e Corinthians. O encontro envolve dois candidatos ao título que estão separados por três times na tabela, mas que devem fazer um jogo eletrizante e que garante mais que o dobro nas casas de apostas de futebol.
O duelo praticamente vale seis pontos, pois um triunfo Palmeirense, que paga R$ 2,00 por R$ 1,00, faria o alviverde cortar a diferença para 10 pontos, enquanto a vitória do Corinthians, que rende R$ 3,75, a ampliaria para 16. Mesmo faltando ainda mais da metade do campeonato, ficaria bem difícil para o clube alviverde se recuperar.
No entanto, o máximo que o clube alvinegro pode conseguir é um empate, que dá R$ 3,40 em cada real, segundo dados do Oddsshark.com. Isso porque por mais que se trate de um clássico, o Palmeiras ainda não perdeu em casa na temporada e dificilmente tropeça, sendo inclusive o favorito para esta quarta-feira.
Clássico também no Rio
Apesar de não valer uma possível briga por título, o Rio de Janeiro também tem seu clássico neste meio de semana. Fluminense e Botafogo se enfrentaram e tentam retornar para a zona de classificação para a Libertadores.
Vivendo um momento melhor, o tricolor é o grande favorito, não perdendo há cinco rodadas. Com isso, entra em campo com vantagem, garantindo o dobro do valor aplicado se de fato conseguir vencer.
Apesar de estar bem na Libertadores, o alvinegro teve uma queda de rendimento no Brasileirão, não ganhando há três jogos. Sendo assim, o máximo que pode conseguir é um empate, que garante R$ 3,30. A vitória, que vale R$ 3,25, seria uma certa surpresa, embora tenha acontecido no último duelo entre os dois nesta temporada.
Galo crescendo
O técnico Roger enfim parece ter encontrado o Atlético-MG ideal. O clube ganhou três e empatou dois nos últimos cinco jogos pelo Campeonato Brasileiro. Na última apresentação ficou na igualdade com o Botafogo, mas abusou de desperdiçar chances de matar a partida. Perdeu pênalti, gol na cara do goleiro e ainda permitiu o gol adversário nos acréscimos.
Depois desses pontos perdidos, os mineiros precisam se recuperar em casa e, portanto, são favoritos, dando 80% de lucro, de acordo com estatísticas do Oddsshark.com. Para isso, só vai precisar melhorar seu desempenho como mandante, que é o 5º pior da competição.
Este fator é exatamente o que mais anima o Santos, que conquistou 7 dos 15 pontos disputados como visitante. O time da Vila até vem em evolução também, tendo marcado seis gols nas últimas duas apresentações, mas em Belo Horizonte chega como azarão, oferecendo R$ 4,33. Porém, um empate, que vale R$ 3,60, é algo bem possível, principalmente se tratando do 4º colocado do campeonato.
Vasco tenta primeiro triunfo fora
Com apenas um ponto somado como visitante, o Vasco tem uma boa oportunidade de enfim vencer fora de casa nesta quarta-feira. O clube encara o Vitória, que não vive um bom momento, e oferece excelentes R$ 4,20 pelo triunfo. O alto valor faz com que o investimento seja interessante, pagando até mais que o empate, que rende R$ 3,40. No entanto o palpite tem um certo risco.
Até porque mesmo com um elenco limitado, os baianos já eliminaram os cariocas na Copa do Brasil e entram como os mais cotados para a partida, rendendo 80% de lucro.
Atlético-PR tenta se recuperar
Depois de engatar quatro vitórias seguidas, o Atlético-PR mergulhou em uma grave crise. De uma tacada só perdeu Grafite, Carlos Alberto, Paulo Autuori e Eduardo Baptista. Todos saíram do clube e deixam um mistério sobre o que pode acontecer. Próximo da zona de rebaixamento, necessita da vitória, que rende R$ 2,45 para cada real, mas diante deste cenário o empate é o mais indicado, dando R$ 3,30, segundo números do Oddsshark.com.
Do outro lado, o Cruzeiro ainda persegue a segunda vitória como visitante no Brasileirão, o que garante R$ 2,70, mas corre por fora.
Ponte Preta recebe o Bahia
Também na rodada, a Ponte Preta recebe o Bahia em um duelo de dois times que não vivem um bom momento. A equipe de Campinas até é a mais cotada e oferece R$ 1,95 pela vitória, mas os baianos não perdem o duelo há nove anos. Sendo assim, vale confiar no empate, que rende R$ 3,40 para cada real. O triunfo dos visitantes, vale R$ 3,90, mas é pouco provável.
A 12ª rodada ainda contou com o Avaí surpreendendo mais um grande
Nove jogos movimentaram a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro e os resultados tiveram impacto na parte de cima da tabela, fazendo Flamengo e Santos ganharem posições, enquanto Grêmio e Palmeiras caíram. No entanto, o grande destaque foi novamente o Corinthians, que venceu mais uma e rendeu 65% de lucro, nas casas de apostas de futebol.
O retorno foi modesto, mas garantiu o alvinegro na liderança com nove pontos de vantagem para o segundo colocado. Além disso, quem confiou no saldo de gols com o Corinthians para cima da Ponte Preta faturou cifras mais interessantes, R$ 3,00 para cada real. Com a boa fase vivida pela equipe, somada ao fator casa, este desfecho era algo bem provável.
Santos flerta com goleada, mas sofre
Brigando na parte de cima e enfrentando um rival em crise, o Santos era o grande favorito e até chegou a dar expectativa de uma goleada histórica. Isso porque antes da metade do segundo tempo já estava ganhando por 3 a 0, em noite inspirada de Copete – que fez os três. Porém, o São Paulo reagiu e descontou para 3 a 2. Ainda assim, quem confiou no time da Vila saiu bem satisfeito, com R$ 2,25 no bolso para cada real investido.
Quem também venceu em casa foi o Cruzeiro. O time mineiro começou em alta velocidade e foi para o intervalo ganhando do Palmeiras por 2 a 0. O alviverde foi atrás e descontou no começo da segunda etapa. Na mesma hora, ficou a expectativa se os paulistas conseguiriam buscar o empate, como fizeram na Copa do Brasil. Porém, a raposa fez valer o mando de campo e buscou o terceiro gol nos acréscimos, confirmando a vitória que deu R$ 2,05 por R$ 1,00, segundo dados do OddsShark.com O saldo de gols ainda aumentou o retorno para R$ 4,15.
Três visitantes vencem
A rodada ainda contou com três visitantes conquistando os três pontos. No sábado, o Flamengo foi até São Januário e bateu o rival Vasco por 1 a 0. A vitória apertada garantiu R$ 2,05 e a vice-liderança para o rubro-negro. Após o apito final, sobrou confusão nas arquibancadas, o que pode render um prejuízo ainda maior para os cruzmaltinos, que aparecem em 9º no campeonato.
No domingo foi a vez do Avaí aprontar mais uma, desta vez diante do Grêmio. Jogando apenas no contra-ataque, os catarinenses se seguraram bem e marcaram nas duas oportunidades que tiveram. O triunfo por 2 a 0 pagou inacreditáveis R$ 13,00 para cada real.
De todos os resultados, o mais esperado era o do Vitória para cima do Atlético-GO. Apesar de também não fazerem boa campanha, os baianos eram superiores e confirmaram isso dentro de campo, vencendo por 2 a 1 e garantindo R$ 3,60 para cada real, de acordo com estatísticas do OddsShark.com. Porém, mesmo com o resultado, o time segue na zona de rebaixamento, assim como seu adversário.
Placar repetido
A rodada ainda contou com três empates, todos terminados em 1 a 1. No Sul, a Chapecoense sofreu um gol relâmpago, mas reagiu e ficou na igualdade com o Atlético-PR, dando R$ 3,30 para cada real. O resultado deixou os times em 15º e 14º, respectivamente.
No Nordeste, foi o Bahia que buscou o resultado diante do Fluminense, garantindo R$ 3,40. O ponto conquistado no segundo tempo foi o suficiente para deixar o time fora da zona de rebaixamento, em 16º. Enquanto isso, os cariocas perderam a chance de entrar no G6, parando em 8º.
Já no Rio de Janeiro, o Botafogo foi buscar o empate nos acréscimos, contra o Atlético-MG, rendendo R$ 3,40. Ambos também desperdiçaram a oportunidade de chegar no grupo que garante vaga na Libertadores e aparecem em 10º e 8º.
Rodada termina nesta segunda-feira
Parados no meio da tabela, Coritiba e Sport encerram a 12ª rodada nesta segunda-feira, no Couto Pereira. Os times entram em campo em situações completamente distintas. Os paranaenses não ganham há seis partidas, tendo ficado quatro sem marcar. Ainda assim, por jogarem em casa entram como os mais cotados, dando R$ 1,80 para cada real, segundo números do OddsShark.com
Do outro lado, os pernambucanos não perdem e nem sofrem gols há quatro apresentações. Porém, só venceram uma vez como visitante no campeonato e com isso, correm por fora, pagando R$ 4,75. Para piorar, não contam com Diego Souza, que pediu liberação para resolver problemas pessoais.
Com a dificuldade dos dois lados, o palpite é um empate, que rende R$ 3,30. A expectativa também é que o duelo tenha poucos gols, no máximo dois, o que rende 67% de lucro.
Se quiser manter chances no torneio, time de Zé Ricardo terá que mostrar sua força dentro de São Januário; Timão encara a Ponte em casa
Passados os jogos de torneios continentais do meio de semana, agora os fãs do esporte mais popular do mundo e aqueles que curtem apostas em futebol voltam os olhos para o Campeonato Brasileiro 2017, que terá neste fim de semana a disputa da sua 12ª rodada. E logo no sábado (8), dois jogos de extrema importância movimentam o Brasileirão com dois dos principais candidatos ao título atuando em situações bastantes distintas. O mega líder Corinthians recebe a Ponte Preta em Itaquera, enquanto que o Flamengo vai a São Januário para fazer o clássico contra o Vasco da Gama. O Oddsshark.com/br traz prognósticos, números e conselhos para quem quiser investir neste duelos.
Começaremos esta análise pelo clássico carioca, que terá ampla maioria da torcida vascaína em São Januário – apenas 5% da capacidade do estádio será destinada à torcida do Flamengo. E é uma partida que tem muitas nuances para determinar o favoritismo. A primeira delas, claro está no fator casa, que neste caso pende ao Gigante da Colina. Atuando em seu campo, o time de Milton Mendes perdeu apenas uma partida no Brasileirão até aqui – contra o Corinthians. A campanha do Vasco é simplesmente a segunda melhor como mandante até aqui – perdendo novamente para o Timão.
Outro ponto positivo é a volta de Luis Fabiano, principal atacante do time. No entanto, a boa nova chega acompanhada de três péssimas: Breno (machucado), Jean e Douglas (ambos suspensos) não poderão jogar. Rafael Marques deve assumir a zaga, enquanto que o meio pode ser preenchido por Wellington e Bruno Paulista. O problema defensivo do time de Milton Mendes é claro, afinal, apesar de estar em sexto, o time é o mais vazado do Brasileirão, tomando 22 gols até aqui – média de dois gols por jogo.
E terá pela frente um poderoso ataque alimentado por Diego e liderado por Guerrero. Os dois, aliás, foram poupados e nem viajaram para o Chile no meio de semana, quando o Flamengo passou por cima do Palestino com um triunfo por 5 a 2. O momento do Fla é super positivo. Após um início complicado, já são oito jogos de invencibilidade. Mas é em jogos como esse que uma equipe mostra se está no campeonato para brigar lá em cima mesmo ou não.
De acordo com o Oddsshark.com/br, o Fla apresenta um leve favoritismo e paga R$ 1,99 por real apostado. Aqui acreditamos que, apesar da força do Vasco em casa, o time de Zé Ricardo mostrará que não está para brincadeira no Brasileirão. O 2 a 1 paga R$ 8,48 por real colocado. Pode ser uma boa…
E o líder?
Com seu futebol pragmático e extremamente eficiente, o Corinthians receberá a Ponte Preta no Itaquerão, local que empatou apenas na estreia do Brasileirão e depois enfileirou seus adversários com vitórias atrás de vitórias. Já a Macaca, pelo contrário, ainda não conseguiu uma vitória sequer longe de Moisés Lucarelli (foram três empates e três derrotas em seis jogos). Sem contar o fato dos interioranos nunca terem derrotado o Timão dentro do seu novo estádio.
Sem grandes ausências, o palpite aqui é mais do que óbvio. Pode apostar sem pensar duas vezes e eu cravo: a vitória é do Corinthians. O triunfo, ainda segundo Oddsshark.com/br, gera R$ 1,50 por real colocado. Dono da melhor defesa do Brasileirão até aqui, o Timão não é dos que mais faz gols, então o 1 a 0 pode ser sim uma opção. Isso gera R$ 5,32 por real jogado. Vem na minha que é sucesso!
Confira abaixo todos os jogos, horários e odds desta 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017:
Sáb (08/07) – 16:00 – Atlético GO (2.36) x (3.09) Vitória – Empate 3.15
Confrontos do dia mexem com as duas partes da tabela
Seis partidas movimentam a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas o clássico entre Santos e São Paulo merece grande destaque. O duelo envolve os dois extremos da tabela e ainda conta com o tricolor dentro da zona de rebaixamento. Diante desta situação, o alvinegro é que chega como mais cotado nas casas de apostas de futebol.
San-São
O clássico vai ser o primeiro jogo do São Paulo sem Rogério Ceni no comando. A mudança cria a esperança de recuperação para um clube que não vence há seis partidas. Porém, ainda assim o tricolor é pouco cotado para a disputa, tanto que oferece R$ 3,30 em cada real por um triunfo e R$ 3,40 com o empate, segundo dados do Oddsshark.com/br. A explicação é que dificilmente a equipe vai conseguir se reinventar em apenas uma semana.
Além disso, o Santos vem empolgado, depois de uma importante vitória por 3 a 2 fora de casa contra o Atlético-PR. Na 5ª posição, os santistas têm tudo para conquistarem mais três pontos, oferecendo R$ 2,15.
Curiosamente, o ex-treinador do clube, Dorival Júnior, será o novo comandante do rival.
Palmeiras busca quinta vitória
Atual campeão, o Palmeiras vem mostrando que vai em busca do bi. O clube venceu quatro seguidas e aparece entre os quatro primeiros colocados. Acontece que os resultados foram contra adversários modestos, como diante do Bahia, Atlético-GO e os reservas do Grêmio. O mais positivo foi frente a Ponte Preta, que está no meio da tabela. Jogando fora de casa e contra o Cruzeiro, o alviverde vai ter o seu grande teste e dá R$ 3,80 por R$ 1,00 se mantiver a série.
No entanto, como a partida é no Mineirão, a equipe da casa é a mais cotada, rendendo o dobro do valor aplicado. No local, o time de Mano Menezes só foi superado uma única vez no Brasileirão, sendo assim devem levar a melhor desta vez. O empate no duelo paga R$ 3,30.
Botafogo tenta se recuperar no Brasileiro
Depois de um começo empolgante, o Botafogo tropeçou duas vezes seguidas e caiu para a 10ª posição. Fazendo caminho inverso, o Atlético-MG conquistou 10 dos últimos 12 pontos disputados. Se dependesse desta caminhada recente, os mineiros até aparecem como favoritos e pagam R$ 3,40 para cada real, de acordo com estatísticas do Oddsshark.com/br. Porém, os cariocas contam com um time bem montado e devem no mínimo segurar um empate, que rende R$ 3,30. A vitória parece menos provável e oferece R$ 2,15.
Grêmio em grande fase
Um dos melhores investimentos da rodada é no Grêmio. O clube vive um momento mágico, com boas situações na Libertadores e Copa do Brasil. Para melhorar, joga em casa contra o modesto Avaí. Sendo assim, pode confiar no tricolor, que garante R$ 1,22 por R$ 1,00. Aqui, pode até contar com um triunfo por dois gols de diferença, que aumenta o lucro em mais R$ 0,66.
Na penúltima colocação, os catarinenses são azarões, oferecendo R$ 6,00 pelo empate e inacreditáveis R$ 12,00 na vitória, segundo números do Oddsshark.com/br.
Duelo de tricolores
Também no domingo, o Bahia tenta sair da zona de rebaixamento e recebe o Fluminense. O clube não sabe o que é ganhar há seis jogos e em três sequer conseguiu marcar gols. Além disso, entra em campo com quatro desfalques, entre eles o atacante Hernane. Com tanta dificuldade, parece pouco provável que consiga voltar a vencer, o que vale R$ 2,10.
Vivendo situação um pouco diferente, os cariocas não perdem há cinco apresentações, mas chegam de um empate frustrante contra a Chapecoense. O resultado acabou deixando o Flu de fora da zona da Libertadores e, portanto, deve entrar em busca dos três pontos, que rende R$ 3,20 para cada real. O desfecho até é positivo, mas fora de casa o mais provável é que arranque um empate, que dá R$ 3,60.
Jejum em campo
Outro encontro que tem cara de empate é entre Chapecoense e Atlético-PR. Neste caso, o resultado vale R$ 3,40 e deve acontecer devido a crise das duas equipes. Isso porque os catarinenses não ganham há cinco jogos. Na última rodada, até arrancaram o 3 a 3 com o Fluminense, mas a defesa voltou a falhar. A situação dos paranaenses não é muito melhor, com três derrotas seguidas. Portanto, não dá para esperar muita coisa de nenhum deles, embora o time da casa entre em campo mais cotado, oferecendo R$ 1,75 por real, enquanto o rubro-negro garante R$ 5,00.
O Estádio Sarrià não existe mais. Foi vendido pelo Espanyol em 1997, por conta de graves problemas financeiros. O clube de Barcelona não faz muita questão de recordar a antiga casa. Nem mesmo a cidade e os torcedores guardam grandes lembranças. Perto do prédio que hoje ocupa o espaço do antigo estádio, apenas uma pequena placa recorda o passado daquele lugar. Os brasileiros, porém, insistem em não esquecer. Principalmente aqueles viveram (e sofreram) aquela tarde de 5 de julho de 1982.
Não é exagero dizer que aqueles 90 minutos sobre o gramado do Sarrià mudaram os rumos do futebol brasileiro e italiano. Telê Santana e sua proposta de futebol ofensivo até estiveram na seleção em 1986, embora sem o talento e encanto de 82. A eliminação para uma histórica França, nos pênaltis, foi o golpe final para deixar o futebol-arte de lado. A partir dali o jogo brasileiro se voltou para a força, especialmente no meio-campo. No fim das contas, a dupla de volantes que voltou a ganhar uma Copa foi Dunga e Mauro Silva, não Toninho Cerezo e Paulo Roberto Falcão.
Na Itália, a conquista da Copa do Mundo de 82 também “fez mal”, embora apontasse para o futuro do jogo. Era a vitória do chamado “il gioco all’Italiana”, do jeito italiano de se jogar futebol: força defensiva, marcações individuais bem definidas e obediência tática. Um jogo mais estruturado e menos improvisado, como seria nos anos seguintes. Esse estilo se espalhou rapidamente pela bota e só foi superado na década seguinte, com o inesquecível Milan de Arrigo Sacchi.
Foto: FIFA/Site oficial – Paolo Rossi, o atacante que destruiu o sonho do título
Mas tudo isso foi um desdobramento do acontecido naquele verão da Catalunha. A pergunta que muito se fazem até hoje, e ainda continuarão fazendo por longos anos, é: como a melhor seleção brasileira desde 1970, e certamente uma das maiores da história, pôde ser derrotada para a Itália naquele dia? Para entender isso, é preciso dar alguns passos atrás.
Antes da história: como Brasil e Itália chegaram para o jogo
O sucesso “Voa, Canarinho, Voa”, marcado na voz do lateral Júnior, não poderia ser mais apropriado. O Brasil chegava à Espanha voando, no campo e no placar. O time de Telê vinha de grandes resultados no ano anterior a Copa, com vitórias sobre Alemanha e França fora de casa. Na reta final de preparação, outros bons triunfos contra Portugal e, novamente, Alemanha, finalista em 1982.
Na abertura da Copa do Mundo, um bom teste frente à União Soviética. O organizado time do leste europeu ofereceu resistência ao recuar para defender sua área, mas Sócrates e Éder construíram a virada com dois golaços de fora da área. Depois, duas goleadas na fase de grupos. 4 a 1 diante de uma valente Escócia e 4 a 0 sobre a Nova Zelândia, com a impressão de que poderia ter sido muito mais.
Foto: FIFA/Site oficial – Sócrates, elegância e inteligência no meio-campo canarinho
Se o Brasil voava, a Itália capengava. O futebol local estava envolvido no Totonero, escândalo de manipulação de resultados que rebaixou Lazio e Milan; o treinador Enzo Bearzot era criticado pela crônica esportiva; Dino Zoff, goleiro e capitão da seleção que estava chegando aos 40 anos, não tinha a confiança da torcida após falhar em 1978; e, por fim, Paolo Rossi: o atacante estava há dois anos sem jogar por conta do Totonero, mas teve o apoio de Bearzot e foi titular na Espanha, mesmo sob uma chuva de críticas.
Com essa bagagem a Azurra chegou à Copa. Sob intensa pressão, fez uma primeira fase horrível. A chave com Camarões, Peru e Polônia parecia acessível, apenas com os poloneses Boniek e Lato como real ameaça. Mas tudo que os italianos conseguiram foram três empates e uma classificação graças ao número gols feitos: dois tentos contra um de Camarões, que também empatou seus três compromissos.
Foto: FIFA/Site oficial – Scirea, líbero e líder da seleção italiana
Quis o chaveamento que duas seleções com caminhos tão opostos se encontrassem no triangular da segunda fase. Brasil e Itália se juntaram a Argentina para disputar uma vaga na semifinal. Os duelos contra a Albiceleste foram os melhores de brasileiros e italianos até então.
A Itália fez o jogo que lhe convinha, como não pôde fazer na primeira fase: entregou a bola aos argentinos, colou Gentile em Maradona e verticalizou enquanto teve a posse. Em dois ataques rápidos, dois gols e vitória por 2 a 1. O Brasil teve alguma dificuldade no início, já que, pela primeira vez naquela Copa, alguém ousou atrapalhar a circulação verde e amarela na metade do campo. Aos poucos a posse brasileira ia fluindo, a bola correndo de pé em pé e os argentinos cansando. O Brasil soube deixar o jogo a seu favor e seu magnífico meio-campo escolheu o ritmo da partida. 3 a 1 para os comandados de Telê.
Mais do que deixar a decisão da vaga para a última rodada, as vitórias de Itália e Brasil mostraram o que eram os dois selecionados. Propostas divergentes que duelariam pela classificação.
Escolas opostas: assim jogavam os Canarinhos e os Azzurri
A Azzurra não tinha grande gosto pela bola e verticalizava seus ataques pelos flancos com os pontas Conti e Graziani. Diferente do que era moda na época, a dupla jogava com o pé invertido. O canhoto Conti, mais articulador, participava da construção e, às vezes, até da saída de bola. Centralizava mais próximo à divisa do gramado para jogar com os meio-campistas e auxiliar na circulação ofensiva. Já Graziani funcionava como um segundo atacante. Partia em diagonais no terço final, explorando os espaços abertos por Rossi e pisando na área para finalizar.
Quando precisava elaborar mais, outros dois nomes eram fundamentais: Antognoni e Rossi. Embora estampasse o número 9 azzurri, Antognoni era um grande armador. Ídolo na Fiorentina, onde vestia a 10 que mais o caracterizava, o meio-campista era o toque de inventividade no centro da seleção de Bearzot. Tinha o passe decisivo nos metros finais do gramado, controle de bola e capacidade de drible.
Arte: Doentes por Futebol – A Itália que parou o Brasil
Rossi era o centroavante único daquela seleção, mas não jogava sozinho. Era muito participativo na construção dos ataques, seja recuando pelo centro ou procurando as beiradas. Para uma seleção que ficava tanto tempo atrás da linha da bola, ter um jogador com características associativas assim ajudava na hora de atacar.
Diferente de Serginho, camisa 9 brasileiro. O então centroavante do São Paulo era o ponto fixo do leve time brasileiro e não participava da intensa movimentação proposta por Telê Santana. Estava sempre mais próximo aos zagueiros, esperando passes em profundidade ou cruzamentos. Sua valência estava na força física e sua contribuição ao ataque brasileiro esteve mais ligada a isso do que a movimentos para gerar espaços.
O centro daquele time, no entanto, estava alguns metros atrás de Serginho. Uma das melhores composições de meio-campo que a Copa do Mundo já viu. Cerezo e Falcão formaram uma dupla de volantes que ia além dos roubos de bola. Tinham talento para começar a gerar jogo a partir da intermediária defensiva. Podiam sair com a bola controlada, com passes que quebravam as linhas rivais ou tabelando entre si. Além disso, também chegava na área adversária para chutar a gol.
Arte: Doentes por Futebol – A escalação brasileira no Sarrià
Como se já não houvesse qualidade suficiente, ainda tinha Sócrates e Zico mais a frente. Ambos recuavam para jogar com os volantes e assim brotava o futebol que não precisou ganhar a Copa para conquistar o mundo. O corintiano, de inteligência muito acima da média, não dava dois toques se pudesse resolver apenas com um. Buscava até mais a iniciação das jogadas do que seu companheiro flamenguista, outro de inúmeros recursos e que esbanjava técnica, mesmo sempre tendo um adversário que só entrava em campo para contê-lo.
Ao espetacular quarteto, se juntavam outros três grandes nomes. O ponta esquerda Éder não guardava sua posição, entrava na brincadeira de movimentação e procurava posições para seu potente chute de canhota. Júnior, lateral esquerdo ambidestro, apoiava por dentro ou por fora, incorporava o meio-campo e chegava à área. Do outro lado, Leandro era importante peça para apoios e ultrapassagens pela direita.
Foto: FIFA/Site oficial – Júnior, sinônimo de técnica e criatividade partindo da lateral esquerda
O restante da defesa era o ponto baixo daquele time histórico. Os zagueiros Luizinho e Oscar eram jogadores comuns, favorecidos pelos diversos momentos em que o Brasil defendia em seu próprio campo com boa recomposição dos homens de meio. Waldir Peres teve uma falha monstruosa contra a URSS, depois não comprometeu, nem fez nada de espetacular.
E era justamente na defesa onde a Itália sustentava seu jogo. Zoff já tinha 40 anos e mesmo assim teve intervenções decisivas para o terceiro título do seu país. Scirea foi um ícone da posição de líbero pela noção de posicionamento, velocidade nas coberturas e precisão nos botes. Gentile, em uma semana, neutralizou Maradona e Zico com perseguições implacáveis. Além de outros coadjuvantes importantes, como Cabrini e Colovatti.
Foto: FIFA/Site oficial – Gentile marcando Maradona
Além dos nomes, aquela Itália de Enzo Bearzot tinha um nível defensivo muito grande. Sem a bola, apenas quatro jogadores tinham posições mais demarcadas. Rossi combatia os zagueiros ou volantes pelo centro, os pontas Conti e Graziani pegavam os laterais e Scirea ficava atrás de todo o time cortando o que passava. O restante era movido a marcações individuais pré-estabelecidas, correndo de acordo com a movimentação do ataque.
Hoje não daria certo, mas essa capacidade de correr atrás do oponente durante os 90 minutos era um diferencial italiano. Por mais que o time se desestruturasse, os encaixes iam até o fim sem dar tempo/espaço a quem estava com a bola. Tudo isso estruturado em cima de muita intensidade, concentração, coletividade e capacidade de destruição dos defensores. Para aquela Itália, passar muito tempo defendendo não era um problema, e isso fez total diferença no Sarrià.
90 minutos eternos: o que aconteceu no gramado do Sarrià
Paolo Rossi já tinha mais de 310 minutos em campo no Mundial de 1982 e ainda não havia anotado um gol sequer. Provavelmente seria o maior motivo de críticas ao treinador Enzo Bearzot se ele não tivesse feito uma fase final de Copa tão devastadora, a começar por aquele 5 de julho. Enquanto Conti, o armador disfarçado de ponta, escondia a bola de Cerezo, driblava Éder e invertia a jogada para Cabrini, Rossi se posicionava entre Luizinho e Junior para receber o cruzamento perfeito e mudar sua história e de seu país.
A partida começou intensa, com os dois times pressionando e perdendo a bola. Quando a Itália conseguiu vencer essa pressão, abriu o placar logo aos cinco minutos. Era o começo perfeito para o selecionado da bota, com o cenário ideal pra fazer seu jogo. E assim foi. O Brasil teve a posse e a iniciativa, a Itália aguardava em seu campo e acelerava o contra-ataque.
Sócrates baixava próximo aos volantes e o trio comandava a posse de bola verde amarela para colocar o time no campo ofensivo e acionar Éder, Zico e Serginho. Nesse contexto o principal duelo daquela partida (e da Copa de 82) dava as caras: Gentile x Zico.
Uma semana antes Gentile teve a dura missão de marcar individualmente Maradona. Não o parou, porque, como ele mesmo disse, “era impossível”. Mas controlou o argentino, que pouco adicionou ao jogo da sua equipe. O defensor italiano estudou o camisa 10 por dois dias antes de enfrentá-lo. Com Zico, soube de última hora que seria o encarregado de vigiar o meia brasileiro.
“Bearzot me avisou que eu ia marcá-lo [Zico] quando estávamos no túnel indo pro gramado. De início, ele tinha me dito que eu marcaria o Éder e Orialli cuidaria do Zico. Mas, na hora de entrar em campo, ele disse: ‘Pensei melhor e você marca o Zico’. Acho que ele tinha clareza de que deveria ser assim e só não disse antes pra não me deixar preocupado”. Claudio Gentile
Seja após longos estudos ou ainda digerindo a ordem do treinador, o jogador da Juventus teve duas exibições brilhantes. Colou no Galinho por todo o campo, cometeu faltas e rasgou a camisa 10 brasileira. Não deu sossego para o brasileiro, mas também não teve. A dura marcação não escondeu Zico, que seguia pedindo a bola mesmo com uma sombra em campo. Num desses lances, recebeu de Sócrates, aplicou um giro sensacional no seu marcador e colocou o camisa 8 na cara do gol para empatar.
Logo depois Zico venceu Gentile outra vez. Dominou, girou e achou a infiltração de Falcão. Poderia ter sido a virada, mas o volante não conseguiu dominar. O Brasil seguia com a posse, mas tinha dificuldades em furar o bloqueio adversário, principalmente pelo centro, onde estava a força do time. As chances mais perigosas surgiam em momentos de ataques rápidos, quando Scirea e companhia ainda não haviam retomado o posto defensivo.
Até que Toninho Cerezo, em momento de desatenção, errou um passe na intermediária recuperado por Rossi e finalizado em gol. A Itália voltava a ter a vantagem mesmo sem passar muito tempo no campo de ataque. E o Brasil precisava jogar para agredir a brava squadra italiana.
Foto: FIFA/Site oficial – Enzo Bearzot, treinador de uma equipe histórica
Veio o segundo tempo e os Canarinhos empurraram o adversário para trás. A Azzurra já não preocupava com o terço central do campo e focava em defender sua área. Cerezo, Falcão e Sócrates aproveitavam isso para alugar a metade ofensiva e martelar em busca do empate. Bearzot acumulava seus homens na faixa central, deixando os lados livres.
Então Júnior, em um de seus movimentos característicos, partiu da esquerda para dentro e achou Falcão isolado pela direita. Conter quem vinha de trás era uma das debilidades italianas por conta da opção por marcar individualmente no terço defensivo. Assim como Sócrates no primeiro gol, Falcão só chegou próximo à área para receber o passe e chutar. Ainda contou a ajuda de Cerezo, arrastando defensores na entrada da área, antes de empatar.
Foto: FIFA/Site oficial – Falcão comemora o gol de empate
20 minutos separavam o Brasil da semifinal. Telê buscou ter mais controle trocando Serginho por Paulo Isidoro e alinhando Sócrates e Zico por dentro. Serginho tinha sido engolido pela defesa azul na segunda etapa e pouco contribuiu brigando contra Colovatti (e depois Bergomi) e recebendo a dobra de Scirea.
O ponto é que o Brasil, embora dominante em termos de posse, não chegou a ser pleno nesse controle. Cedeu algumas oportunidades de contra-ataque ao time italiano, que poderia ter chegado ao terceiro gol, ainda antes do empate com Falcão, se Rossi não tivesse rematado torto.
Era um momento em que o selecionado verde e amarelo tinha a opção de ser mais cauteloso, mesmo tendo a bola a maior parte do tempo. Mas resolveu seguir seu DNA, talvez não pudesse abrir mão daquilo que o caracterizava. Não reduziu o ímpeto ofensivo e foi atrás do gol que selaria o confronto.
Em um cruzamento de Cerezo, cinco jogadores vestindo amarelo chegavam à área. Não chegou a ser um contra-ataque, mas a saída rápida de Zoff iniciou o ataque que culminaria no escanteio fatal. Rossi, que tanto se movimentava e associava com os companheiros, concluiu como um legítimo camisa 9 na entrada da pequena área. O Brasil tomava o terceiro golpe e não parecia capaz de se recuperar dele. Não ao seu jeito.
Os homens de Bearzot bloquearam a entrada da área, por vez com os onze jogadores alinhados entre as linhas paralelas da grande área. Eles tinham uma incrível capacidade de sustentar a pressão rival e pareciam aptos a defender bem por muito tempo. Ao time brasileiro faltava amplitude, opções para romper as linhas azuis pelos flancos e gerar algum desequilíbrio no sistema orientado em marcações homem a homem. O jogo era excessivamente por dentro e, a essa altura, Gentile controlava Zico, principal receptor dentro do bloco azul.
Foto: Reprodução – Azzurra bloqueando a área com os dez jogadores na faixa central
A bola aérea se tornou opção, mas Serginho já não estava na área para cabecear. A Itália rebatia bem as bolas alçadas, com exceção de uma firme testada de Oscar nos minutos finais, salva por Zoff em cima da linha. Foi a última tentativa daquele time histórico.
A vitória do sistema
O encontro no Estádio Sarrià deixou duas heranças para o futebol. Aquele time comandado por Telê Santana apresentou ideias que vivem até hoje, como o lateral apoiando pelo centro, a constante movimentação em torno da bola e a busca pelo domínio a partir da troca de passes. O treinador brasileiro escreveu um legado, preterido pelo brasileiro em troca do vencer a qualquer custo.
Já a equipe de Bearzot deu a dica dos caminhos que o jogo seguiria nos próximos anos. Um futebol mais coletivo, pautado pela organização e obediência a instruções treinadas. Estruturado defensivamente e com critério para atacar, além de grandes individualidades do meio pra frente, como Antognoni, Conti e Rossi.
Foto: FIFA/Site oficial – Zoff ergue a Copa do Mundo para a Itália
A partida que chamamos de “desastre do Sarrià”, Jonathan Wilson, jornalista inglês e estudioso do desenvolvimento tático do futebol, dá o nome de “vitória do sistema”:
“Talvez não tenha sido o dia em que o futebol morreu, mas foi o dia em que uma certa ingenuidade no futebol morreu. Depois dele, deixou de ser possível simplesmente escolher os melhores jogadores e permitir que eles atuassem com quisessem. Foi o dia em que o sistema venceu”. Jonathan Wilson
A Itália ficou com a vaga na semifinal e terminou campeã, igualando o Brasil em números de títulos mundiais. Aquela seleção brasileira, porém, encantou o mundo e inspirou gerações com o futebol apresentado nos gramados espanhóis. Acima de tudo, o Brasil de 82 conseguiu algo destinado apenas aos grandes times da história: a eterna lembrança e reverência, mesmo sem conquistar o título.
Renato Gaúcho deixou o Campeonato Brasileiro de lado para poder colocar todas suas forças no maior torneio interclubes do continente
Aleluia, amigos! Finalmente a tão esperada e desejada Taça Libertadores da América está de volta! Foi um mês em que o maior torneio sul-americano simplesmente parou entre a fase de grupos e as oitavas de finais, que terão seus primeiro jogos disputados nesta terça-feira (4). E você que gosta de apostas em futebol obviamente merece uma análise detalhada de cada duelo que terá início neste meio de semana, de acordo com os números do Oddsshark.com/br. Sendo assim, daremos início aos prognósticos da semana logo com o primeiro confronto que abre o mata-mata.
O Grêmio vai ao município de Godoy Cruz, na província de Mendoza, para encarar a equipe da casa nesta terça, às 19h15 (horário de Brasília). O tricolor gaúcho encerrou a fase de grupos em primeiro do Grupo 8, com 13 pontos (quatro vitórias, um empate e uma derrota). Já a equipe da Argentina ficou atrás do Atlético Mineiro no Grupo 6, onde acumulou 11 pontos (três vitórias, dois empates e uma derrota).
Foco total
Renato Gaúcho não escondeu de ninguém em momento algum: a sua prioridade está nos torneios de mata-mata que o Grêmio participa, ou seja, Libertadores e Copa do Brasil. Tanto é verdade que, mesmo após o começo de Brasileirão muito bom, o treinador resolveu poupar quase o time inteiro para encarar o Palmeiras no último sábado, quando perdeu por 1 a 0 no estádio do Pacaembu, em São Paulo. E, mesmo com as duas derrotas seguidas (também foi superado pelo Corinthians em casa), os gaúchos seguem na vice-liderança do Campeonato Brasileiro.
Uma das maiores revelações do Brasil na atualidade, o atacante Luan é a principal estrela do tricolor gaúcho. Mas não o único. Lucas Barrios se recuperou da lesão que o tirou dos gramados por quase um mês e busca retomar a forma do passado. Juntos, os dois anotaram dez dos 15 gols do Grêmio até aqui (cinco para cada um). Ainda de acordo com o Oddsshark.com/br, o triunfo dos brasileiros paga R$ 2,48 por real jogado e se mostra uma boa opção.
Jogar em casa?
Além de ter uma equipe mais qualificada, o que pode contar a favor do time de Renato Gaúcho é o rendimento abaixo do esperado do Godoy Cruz quando está em seus domínios. Na primeira fase da Libertadores, o time argentino conseguiu vencer apenas um duelo em casa, além de acumular dois empates. O triunfo, aliás, veio diante do Sport Boys, da Bolívia, equipe que não conseguiu vencer um jogo sequer na competição. O mesmo pode ser visto no Campeonato Argentino, onde a equipe de Mendoza perdeu suas duas últimas partidas como mandante e venceu as duas últimas como visitantes. É a zica do estádio Mundialista!
No Campeonato Argentino, o Godoy Cruz encontra-se no meio de tabela. Ele ocupa a 14ª colocação de 30 equipes que disputam o torneio. Desde a última partida válida pela Libertadores deste ano, quando foi goleado pelo Atlético Mineiro por 4 a 1, o time comandado por Lucas Bernardi atuou sete vezes, vencendo cinco e perdendo duas. A vitória dos hermanos gera um retorno de R$ 2,99 por real colocado.
Palpite: mesmo vindo de duas derrotas consecutivas, o Grêmio tem uma equipe bastante qualificada e que já mostrou nesta temporada ser osso duro de roer. O ataque gremista é a sua melhor arma, já que fez 15 gols na primeira fase, ficando atrás apenas do Galo, com 17. A tendência é que o tricolor gaúcho balance a rede adversária por pelo menos uma vez. Sendo assim, ficamos entre o empate ou a vitória dos brasileiros. Segundo o Oddsshark.com/br, a igualdade concede R$ 3,11 por real investido e é neste resultado que confiamos. O 1 a 1 paga R$ 5,93. Fica a sugestão…
Confira abaixo todos os odds, horários e datas dos jogos de ida da Taça Libertadores da América:
Ter (04/07) – 19:15 – Godoy Cruz (2.99) x (2.48) Grêmio – Empate 3.11
Ter (04/07) – 21:45 – Guarani (3.33) x (2.23) River Plate – Empate 3.22
Qua (05/07) – 19:15 – Atlético-PR (2.46) x (3.02) Santos – Empate 3.11
Qua (05/07) – 21:45 – Barcelona de Guayaquil (2.77) x (2.61) Palmeiras – Empate 3.16
Qua (05/07) – 21:45 – Jorge Wilstermann (2.66) x (2.63) Atlético-MG – Empate 3.27
Qui (06/07) – 19:15 – The Strongest (1.61) x (5.85) Lanus – Empate 3.68
Qui (06/07) – 21:45 – Club Nacional (2.20) x (3.44) Botafogo RJ – Empate 3.14
Qui (06/07) – 21:45 – Emelec (2.37) x (3.07) San Lorenzo – Empate 3.16
Numa geração que ostenta a habilidade de Eden Hazard e dispõe da genialidade de Kevin de Bruyne, fica até difícil imaginar qualquer outro nome ganhando os holofotes. Contudo, o talento bruto de outro belga vem brilhando na Premier League. Em 2016/2017, o rapaz desbancou nomes como Ibrahimovic, Diego Costa, Agüero e Sánchez; ficando atrás apenas de Harry Kane na artilharia da Premier League. Desde a tenra idade, Romelu Lukaku se acostumou a encabeçar a lista de goleadores nos campeonatos que disputa. O camisa 10 do Everton viveu uma temporada marcante e se consolidou como um dos maiores pesadelos dos defensores na terra da rainha.
Forte como um leão, aguerrido com um touro. Lukaku é feroz, é letal, é animal!
Com vigor físico de dar inveja em qualquer lutador, utilizando-se de sua explosão e potência, anotou 25 gols na edição 2016/2017 da Premier League. Ficou a quatro a menos do que o artilheiro e imparável Harry Kane. Mas ele não é só força e vontade, é também técnica e inteligência.
Seu posicionamento impecável lhe rendeu seis gols de cabeça no campeonato, além dos inúmeros rebotes. Mostrando versatilidade e eficiência; até as finalizações com o pé direito que eram seu calcanhar de Aquiles parecem ter ficado pra trás. Contabilizou 7 gols com o “pé fraco” na temporada.
Lukaku teve média de 0,68 gols / partida. Acertou 55 de 110 chutes no alvo. Proveu 06 assistências para seus companheiros.
Crescimento ano após ano
Após vários anos com status de promessa, Lukaku finalmente deslanchou e vem se consolidando entre os grandes atacantes do futebol inglês. Muita coisa mudou desde quando o jovem começou a mostrar suas “garras” frente ao Manchester United, em plena de despedida de Alex Ferguson. Desde quando desembarcou no Chelsea, no verão de 2012, vai ganhando experiência e se tornando um goleador completo, com um faro e fome de gol insaciáveis.
Poucas dúvidas pairam acerca de seu futebol. Com o passar dos anos jogando na principal divisão da Inglaterra, seus críticos vem perdendo os argumentos. Nem mesmo José Mourinho, que não fizera questão de mantê-lo e o vendeu ao Everton, parece resistir aos encantos do atacante. Vale mencionar que Lukaku era visto por muitos comogrande talento pinçado pelos Blues de Londres. Porém, nunca chegou a se firmar. Seu último jogo com a camisa do time londrino ficou marcado pela perda de um pênalti contra o Bayern, em jogo válido pela Supercopa da UEFA. Após isso, foi emprestado ao Everton. Na temporada seguinte, os Toffees exerceram o direito de compra.
Desde sua saída do Chelsea, temporada após temporada, o belga vem evoluindo.
Ao todo, Lukaku disputou 186 partidas, em suas 06 primeiras temporadas na Inglaterra. Marcou 85 gols e distribuiu 26 assistências para seus companheiros
Questionamentos
Com seus 1,90 cm de altura e pesando 94 kg, Lukaku é o grande colosso toffee. Na temporada 2015-16, apesar da campanha medíocre do Everton que terminou na 11ª colocação, o atacante anotou excelentes 18 gols. Sua evolução era notável, porém o time comandado a época por Roberto Martínez não colaborava. Os azuis de Liverpool encontraram no belga o poder e a potência que faltava para lutar olho por olho e dente por dente com os rivais locais. Mas, convenhamos que ainda falta muito para que o atacante se aproxime da unanimidade. A falta de companheiros de nível para ajudá-lo a disputar títulos e campeonatos de ponta, como a Champions League, pode atrasar o desenvolvimento do jogador.
Futuro
A excelente temporada de Lukaku nos leva a entender de que os seus dias no Everton estão contados e que o jogador buscará novos horizontes em breve. Apesar de ter contrato com os Toffes até 2019, inicialmente rejeitou uma proposta de renovação contratual. Em entrevista, seu treinador destacou a importância dele para o time e garantiu estar lutando muito por sua permanência.
“Precisamos ter esperança na vida. Os torcedores amam Romelu Lukaku, todo mundo o ama. É claro que gostaríamos de manter os melhores jogadores. E nós faremos o máximo para segurar esses atletas. Mas a decisão final é dele” – disse Ronald Koeman.
Enquanto o artilheiro indomável continuar infernizando defesas e anotando gols, o Everton seguirá sonhando em voltar a ser protagonista na terra da rainha. Para tanto, ter um fuzileiro do quilate Romelu Lukaku é primordial para isso, mas não é tudo, é preciso muito mais! Talvez seja essa falta de ambição e perspectiva que esteja travando a renovação.
O talentoso e insaciável goleador vem mostrando ao mundo que a nova geração sabe fazer camisas 9(ainda que vista a dez)à moda antiga, de um jeito bruto, mas ao mesmo tempo técnico. Lukaku é o protótipo perfeito do centroavante moderno. Ainda que a modernidade seja corrente e líquida – se modifique o tempo inteiro, uma coisa será sempre imutável: centro avante precisa ser matador, conforme a posição “striker” assim o sugere.