sexta-feira, 2 de março de 2018

Nas Canchas da Libertadores #1

A fase de grupos da Libertadores 2018 começou com alguns grandes jogos. Na Argentina, o Racing bateu o Cruzeiro e largou na frente do acirrado grupo E. Treinador vice-campeão com o Lanús ano passado, Jorge Almirón e seu Atlético Nacional foram até o Chile e derrotaram o Colo-Colo. Num dos confrontos mais aguardados desta fase, Flamengo e River Plate empataram diante das cadeiras vazias do Engenhão.

Racing 4 x 2 Cruzeiro – A autocrítica de Martínez (e do Racing)

Lautaro Martínez fez três gols e garantiu a vitória do Racing na estreia da Libertadores. Ao final da partida, foi direto: “A verdade é que, pessoalmente, não gostei do jogo que fiz”. De fato, Lautaro não foi brilhante, muito menos o Racing. A partida foi marcada pelas fragilidades defensivas das duas equipes, que concederam mais oportunidades que o aceitável.

A proposta de intensidade total proposta por Eduardo Coudet funcionou nos primeiros minutos, mas logo chegou a conta. A pressão infernal esteve muito descoordenada, especialmente pela defesa sempre recuada, deixando grandes pedaços de campo nas costas da linha de meio. Com a bola, a busca por verticalizar os ataques passava por espetar seus quatro jogadores mais avançados sobre a defesa rival, conseguindo sempre opções de passes mais agudos. O problema é que isso esvaziou o centro do campo e o Cruzeiro teve muito espaço para seus contra-ataques.

O time mineiro passou a explorar essas fragilidades e, aos poucos, foi minando o jogo argentino. Tinha as transições à sua disposição, já que o Racing acelerava seus ataques a todo momento, acionava seu quarteto ofensivo com frequência e chegava próximo ao gol de Juan Musso, que fez algumas boas intervenções. Teve momentos de clara superioridade e criou diversas ocasiões de gol que foram desperdiçadas.

O aspecto decisivo foi o baixo nível defensivo, longe da estabilidade tradicional da equipe de Mano Menezes. Três gols em bola parada, problemas para segurar os ataques agressivos do rival e pouca resistência depois que as pernas começaram a pesar. Ao final, venceu aquele que aproveitou melhor as chances, aquele que teve um goleador incontrolável.

Colo-Colo 0 x 1 Atlético Nacional – Almirón, Hernández e Campuzano

Jorge Almirón, treinador vice-campeão continental com o Lanús em 2017, teve menos de um mês de competição para preparar o Atlético Nacional até a estreia na Libertadores 2018. Ir até o Chile enfrentar o Colo-Colo era um desafio complicado a essa altura da temporada. Porque os modelos de jogo das duas equipes iriam bater de frente e cobrar um nível de atuação incomum para o calendário.

Almirón quer que sua equipe saia sempre com a bola controlada, buscando aproximações e passes curtos. Pablo Guede, treinador do time chileno, é mais hardcore: quer intensidade, sufocar a saída rival, recuperar a bola e atacar. Este cenário deu o tom dos primeiros minutos, com um Colo-Colo agressivo e explorando as fragilidades de Daniel Bocanegra, lateral convertido para volante, no centro do campo. Jorge Valdívia e Jaime Valdés foram os principais algozes do lateral/volante verdolaga: recebiam nas costas dos meio-campistas colombianos, conectavam sua equipe e superavam a marcação de Bocanegra.

Neste cenário favorável ao time da casa, as aparições de Vladimir Hernández eram o alívio para o time verde e branco. Suas movimentações entre as linhas adversárias possibilitavam que sua equipe trocasse passe e avançasse no gramado, desconectando o Colo-Colo da partida aos poucos. A cartada decisiva de Almirón para tomar o jogo para si foi a entrada de Jorman Campuzano no lugar de Bocanegra. O jovem volante deu tudo aquilo que o Nacional precisava: intensidade para controlar Valdívia e circulação de bola rápida para fugir da pressão adversária.

Com 15 minutos em campo, Campuzano interceptou um passe no meio-campo, arrancou e colocou Hernández na cara do gol para garantir a vitória ao Atlético Nacional. Valdívia e Valdés, já cansados, não conseguiam fugir de Campuzano, tampouco a pressão do Colo-Colo era a mesma dos primeiros 45 minutos. Aos visitantes, couberam um ótimo controle sobre a posse de bola, controlando o ritmo da partida até o apito final.

Flamengo 2 x 2 River Plate – A frieza do Engenhão

Quando Flamengo e River Plate pisaram no gramado do Engenhão, a falta de atmosfera já anunciava o que aconteceria pelos próximos 90 minutos. Em campo, brasileiros e argentinos foram contaminados pelo clima de treino que pairava sobre o estádio e apresentaram um jogo lento, amarrado, sem grandes lances de perigo. Em resumo, nada do que se esperava de um jogo de Libertadores.

De um lado, o Flamengo buscava iniciar seus ataques pelos lados, tentando triangulações que envolviam os meias Diego e Éverton, os pontas Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá e o apoio dos laterais Pará e Renê. O River controlava bem esse tipo de jogada a partir da típica pressão argentina. Quem recebia a bola tinha logo um millonario incomodando e travando a progressão do lance.

Do outro, o River era mais objetivo com a bola nos pés. Fazia lançamentos e passes verticais e procurava o pivô do centroavante Lucas Pratto. A zaga rubro-negra respondia muito bem rebatendo as bolas aéreas e afastando o adversário da sua área. Principalmente com Juan, que controlou as recepções de Pratto e não deixou o argentino dar sequência aos ataques.

Grande parte dos 90 minutos transcorreu assim, sem ninguém chegar próximo ao gol. O confronto se abriu um pouco mais na segunda etapa, quando Pratto e Rodrigo Mora passaram a pressionar a saída de bola flamenguista, forçando ligações diretas e um jogo de menos controle, com mais bate e volta. Nem assim a partida ganhou em dinamismo.

Com a vantagem do 2 a 1, o Flamengo recuou para defender o placar. Não concedia grandes oportunidades, mas também não representava nenhuma ameaça nos contra-ataques. Chamou o River para o seu campo e levou o empate justamente após a zaga rebater mais um dos tantos cruzamentos argentinos.


Nas Canchas da Libertadores é uma série que traz o resumo de alguns jogos da Libertadores. A cada semana de Libertadores, três partidas serão analisadas por aqui, sempre às sextas-feiras. 

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Vitória do Flamengo sobre Botafogo na Taça Rio vale mais que os três pontos

Rubro-Negro vem de duas partidas sem vencer e está pressionado pela torcida

Neste fim de semana, a terceira rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca, chega com o clássico entre Flamengo e Botafogo, além do Fluminense, que está em alta na competição, e o Vasco, que se prepara para fase de grupos da Libertadores da América. Quer oportunidade melhor para você ganhar uma grana fazendo as suas apostas de futebol no Oddsshark.com.

Flamengo x Botafogo

Tudo bem que o Rubro-Negro já está classificado para as semifinais da Taça Rio pelo fato de ter faturado a Taça Guanabara, mas o clube da Gávea vem preocupando o seu torcedor nos últimos dias. Vamos recapitular. No fim de semana passado, pelo Carioca, a equipe reserva foi goleada pelo Fluminense por 4 a 0, enquanto que na quarta-feira, sem torcida, ficou no empate de 2 a 2 com o River Plate, da Argentina, pela estreia da Libertadores.

O time comandado pelo treinador Paulo Cesar Carpegiani não passa confiança e parece não vibrar, sendo um time sem sangue dentro de campo. Entende? A tendência é que os principais atletas joguem no sábado, dia 3 de março, às 17h, no Estádio Nilton Santos. Na quinta-feira, o “Mais Querido” fez um jogo-treino no CT Ninho do Urubu com o Resende e venceu por 2 a 0. Quem participou da atividade foi o goleiro Júlio Cesar, que se prepara para a reestreia. Outra novidade foi a presença do meio-campista Ederson, recuperado de um câncer. O Fla é o líder do Grupo B do segundo turno do Estadual com três pontos.

Do outro lado, o Botafogo segue o seu processo de reconstrução e de reconquista da torcida. Lembrando que o clube foi precocemente eliminado na primeira partida da Copa do Brasil pela desconhecida Aparecidense, de Goiás. Na Taça Guanabara, os alvinegros foram superados na semifinal pelo próprio Flamengo por 3 a 1.

O volante João Paulo, peça importante no meio-de-campo botafoguense, falou sobre o atual momento de seu time. “Acho que estamos vindo de uma crescente nesses dois últimos jogos e claro que um clássico é um jogo muito mais nervoso e difícil. Desde a chegada do Alberto a equipe cresceu, é um time diferente daquele primeiro jogo. A confiança está bem melhor e vamos tentar sempre colocar tudo em prática.”

Segundo dados do Oddsshark.com, o Flamengo, mesmo precisando voltar a vencer, é apontado como favorito e paga R$ 2,05. O Botafogo pode render R$ 3,10, enquanto que o empate gera R$ 3,25. Em 316 jogos, os rubro-negros venceram 115 vezes e os alvinegros 96. Empates foram registrados 105. Quando o Fla atuou no clássico como mandante, o placar mais comum foi o de 2 a 2. Para sábado, se ele for repetido, a cota é de R$ 16,00 por 1.

 

Fluminense x Volta Redonda

Se tem um time no Rio de Janeiro que deu a volta por cima neste início de temporada, este time é o Fluminense. Pelo menos é o que parece, né? O Tricolor das Laranjeiras é o líder do Grupo C, e já venceu o Bangu e o Flamengo, ambos por 4 a 0. No meio da semana, os comandados do treinador Abel Braga entraram em campo no Nilton Santos para a partida de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Na oportunidade, os anfitriões saíram na frente, mas levaram e perderam por 2 a 1. Será que o baque da derrota será sentido contra o Voltaço, no domingo, às 17h, no Estádio de Los Larios, em Xerém, na Baixada Fluminense?

Após a derrota para os catarinenses, Abel falou sobre a interrupção das vitórias. “Não vou mudar nada. Temos que ter o plano B. Teve jogo que deu certo. Não dá para passar o ano inteiro sem perder, sem sofrer gols. Eu sabia que isso uma hora ia acontecer.”

O Volta Redonda, pagando R$ 6,25, é o terceiro colocado do Grupo B, com 1 ponto, e vem de um empate sem gols contra o Madureira no Estádio Raulino de Oliveira, no Sul-Fluminense. A cota tricolor é de R$ 1,42.

Vasco x Boavista

Finalmente depois de dois jogos o Vasco voltou a vencer. A primeira vitória na Taça Rio foi de virada, por 2 a 1, frente ao Macaé em São Januário, e aconteceu na quinta-feira, na partida que havia sido adiada por conta dos compromissos pela Libertadores. Sendo assim, o Gigante da Colina assumiu a vice-liderança do Grupo B e tem 3 pontos. Às 19h30 de domingo, os cruzmaltinos jogam novamente em casa, só que agora recebem o Boavista, que é o terceiro colocado do Grupo B, com 6 pontos.

O Verdão de Bacaxá, na Região dos Lagos, é um adversário bem perigoso. Lembre-se que ele disputou a final da Taça Guanabara com o Flamengo e fez jogo duro. Na rodada anterior, a equipe venceu o Nova Iguaçu por 2 a 1. O elenco do Boavista conta com um elenco experiente com jogadores como Fellype Gabriel, Júlio Cesar e Leandrão. Estes são só alguns exemplos.

Para o treinador Zé Ricardo, é normal a equipe alternar momentos bons e ruins. “É natural. O grupo ainda está se conhecendo. Muitos chegaram, outros saíram. É natural que duas derrotas tirem um pouco da confiança, mas acredito que conseguimos a vitória jogando bem, o que pensamos da partida”, explicou.

De acordo com o Oddsshark.com, a formação caseira rende R$ 1,32, enquanto os visitantes pagam R$ 7,50.

Confira os jogos da 3ª rodada da Taça Rio 2018

Sábado (3 de março)

16h30 – Bangu (R$ 2,30) x (R$ 2,90) Portuguesa. Empate: R$ 3,20

17h – Flamengo (R$ 2,05) x (R$ 3,10) Botafogo. Empate: R$ 3,25

Domingo (4 de março)

15h45 – Cabofriense (R$ 2,25) x (R$ 3,10) Macaé. Empate: R$ 3,05

15h45 – Nova Iguaçu (R$ 2,25) x (R$ 3,10) Madureira. Empate: R$ 3,00

17h – Fluminense (R$ 1,42) x (R$ 6,25) Volta Redonda. Empate: R$ 4,05

19h30 – Vasco (R$ 1,32) x (R$ 7,50) Boavista. Empate: R$ 4,55

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Campeonato Paulista: Santos x Corinthians tem cotas interessantes para todos os tipos de resultados

    Clássico acontece na tarde deste domingo, no Estádio do Pacaembu

A 10ª rodada do Campeonato Paulista acontece neste fim de semana depois de jogos da Taça Libertadores da América e da Copa do Brasil. Pela segunda jornada seguida teremos um clássico, o Palmeiras buscando retomar a vitória e o São Paulo tentando engrenar na competição. São ótimas oportunidades para você fazer as suas apostas de futebol no Oddsshark.com. Vamos nessa?

Santos x Corinthians

Depois de bater o grande arquirrival Palmeiras por 2 a 0, na Arena Itaquera, no último sábado, agora, o Corinthians encara outro clássico pela frente. É uma série de desafios para o atual campeão brasileiro e estadual. O jogo vai ser disputado no domingo, dia 4 de março, às 17h, horário de Brasília, no Estádio do Pacaembu. Não podemos nos esquecer também que no meio da semana, os paulistanos não saíram do zero na estreia da Libertadores em Bogotá contra os colombianos do Millonarios. Os bons resultados nestas partidas difíceis confirmam que, mesmo sem jogadores de grife no elenco atual, o Timão vai dar muito trabalho para os seus adversários na temporada.

No Grupo A do Paulistão, a galera da Fiel está na liderança com 16 pontos, 2 a mais que o Ituano, segundo colocado, tendo 5 resultados positivos, 3 negativos e 1 empate. O aproveitamento é de 59.3%. Até agora, foram marcados 13 gols e sofridos 7.

Do outro lado do confronto, o Peixe também encabeça a sua chave, o Grupo D, com 17 pontos, 5 a mais que o Botafogo, de Ribeirão Preto. Os alvinegros do litoral venceram 5 partidas, empataram 2 e venceram 2, gerando o rendimento de 63%. Gols foram 14 a favor 7 contra. Pelo Estadual, o time da Vila Belmiro derrotou o Santo André em casa por 2 a 0. Assim como os corintianos, os santistas entraram em campo pela Libertadores, no Peru, diante do Real Garcilaso. Os brasileiros perderam por 2 a 0.

No momento que esta matéria foi escrita era cedo ainda para sabermos as escalações que os treinadores Fábio Carille e Jair Ventura vão mandar a campo. Porém, a certeza é que o atacante Gabigol ficará fora do jogo para cumprir suspensão automática, já que ele foi expulso na rodada passada. Será um desfalque importante. O jovem atacante vem fazendo uma boa temporada desde que retornou ao time do Santos, em Janeiro deste ano. Ele anotou 4 gols em 4 duelos.

De acordo com os números disponibilizados pelo Oddsshark.com para você palpitar, o favoritismo é do Santos, cotado em R$ 2,25 a cada real aplicado, contra R$ 3,30 por 1 do Corinthians. Em 285 clássico disputados, a formação da capital levou a melhor em 114 oportunidades, enquanto que o clube da Baixada venceu 92 vezes. Empates foram 79. O resultado mais comum quando o Peixe foi o mandante da partida é o 1 a 1. Caso aconteça neste fim de semana, o valor a ser pago é de R$ 6,50. No encontro mais recente, realizado no dia 10 de setembro, pelo Campeonato Brasileiro da Série A, o Santos venceu por 2 a 0.

Linense x São Paulo

Alívio. Esta é a palavra que melhor pode definir o atual momento do treinador Dorival Junior no comando do São Paulo. Após três jogos sem vencer, o Tricolor conseguiu bater o CRB, de Alagoas, por 2 a 0, no compromisso de ida da terceira da fase da Copa do Brasil na quarta-feira passada. Era bem provável que neste texto estivéssemos falando sobre os futuros comandantes da equipe do Morumbi se a vitória não tivesse vindo.

Mesmo tendo conseguido o triunfo, os são-paulinos ainda têm muito trabalho pela frente. Ainda no domingo, às 19h30, eles estarão na cidade de Lins, para encararem o Linense. A vitória é extremamente importante porque o São Paulo lidera o Grupo B, apenas com 11 pontos, 1 a mais que o São Caetano, e a Ponte Preta, no segundo e terceiro lugar, respectivamente. Ou seja, o clube da capital pode cair de posição na tabela. No Campeonato Paulista foram 3 vitórias, 2 empates e 4 derrotas, com o aproveitamento de 40.7%, além de 7 gols, tanto a favor quanto contra.

“Não tenho dúvidas que as coisas vão melhorar. Estou há muito tempo no futebol e sei quando uma equipe só conquista resultados, o São Paulo tem muita coisa boa. Não se surpreendam se o São Paulo surpreender daqui a pouco pelo que vai apresentar. Sempre falo que tem que prestar atenção quando tem trabalho, é muito claro quando ele existe e quando não tem. Ainda temos muita coisa para melhorar”, analisou Dorival Junior.

O Linense parece ser um oponente bom para os tricolores, já que o Elefante é apenas o lanterna do Grupo A, tendo seis pontinhos. Anteriormente, na 9ª rodada, o clube do interior empatou fora em 1 a 1 com o Botafogo. Pagando R$ 1,62, o São Paulo não pode deixar mais uma vez desperdiçar a chance de engrenar na temporada. É vencer ou vencer!

Palmeiras x São Caetano

Mesmo com a derrota no derby, citada no início deste texto, ainda não é motivo para crise no Verdão. Pelo Paulistão, os palmeirenses não vencem há três jogos. Relaxa, eles estão com 20 pontos no Grupo C, 7 de diferença para o vice-líder São Bento. O retrospecto é de 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota, com aproveitamento de 74.1%. Foram 7 gols a favor e 7 contra. A tendência é termos o sétimo resultado positivo do Palmeiras, até mesmo pelo elenco que o clube tem. Pela tão sonhada Liberta, na quinta-feira, o antigo Palestra Itália deu show e bateu o Junior Barranquilla, na Colômbia, por 3 a 0. Tirou onda!

O Azulão vem de um triunfo no Ramalhão sobre o São Bento. O placar foi de 1 a 0, o que deixou o campeão da Copa do Brasil de 2004 na segunda posição do Grupo B. Novamente conforme o Oddsshark.com, o Palmeiras rende R$ 1,35 e o Santo André paga R$ 8,50. Este duelo está marcado para às 20h30 de segunda-feira, 5 de março, no Allianz Parque. A última vitória do time do ABC sobre o gigante brasileiro foi em 2010, e de maneira sensacional: 4 a 1.

Confira os jogos da 10ª rodada do Campeonato Paulista 2018

Sexta-feira (2 de março)

19h15 – Ferroviária (R$ 2,40) x (R$ 2,90) Mirassol. Empate: R$ 3,15

Sábado (3 de março)

16h30 – RB Brasil (R$ 2,15) x (R$ 3,50) São Bento. Empate: R$ 3,05

19h – Santo André (R$ 2,50) x (R$ 2,95) Botafogo. Empate: R$ 3,05

21h30 – Novorizontino (R$ 2,30) x (R$ 3,30) Ituano. Empate: R$ 3,10

Domingo (4 de março)

17h – Santos (R$ 2,25) x (R$ 3,30) Corinthians. Empate: R$ 3,15

19h30 – Linense (R$ 5,25) x (R$ 1,62) São Paulo. Empate: R$ 3,85

Segunda-feira (5 de março)

20h – Ponte Preta (R$ 1,71) x (R$ 5,00) Bragantino. Empate: R$ 3,45

20h30 – Palmeiras (R$ 1,35) x (R$ 8,50) São Caetano. Empate: R$ 4,85

 

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quinta-feira, 1 de março de 2018

Os nomes conhecidos da Major League Soccer

Com o retorno da Major League Soccer neste final de semana, separamos alguns nomes conhecidos que vão disputar a liga na temporada 2018. Confira:

Bastian Schweinsteiger

Foto: Chicago Fire/Facebook oficial – Bastian Schweinsteiger

O alemão de 33 anos renovou com o Chicago Fire e continua por mais uma temporada na Major League Soccer. Na última temporada, sua equipe teve bom desempenho na temporada regular mas foi eliminada logo na primeira fase dos playoffs. O meio-campista atuou em 25 partidas, marcando 3 gols e dando duas assistências.

 

David Villa

Foto: New York City FC/Facebook oficial – David Villa

O atacante está indo para a sua a quarta temporada na liga norte-americana e seus números são ótimos. Na primeira temporada pelo New York City FC, 30 partidas com 18 gols e 6 assistências. Em 2016, 26 gols e 5 assistências. Em 2017, 24 gols e 5 assistências.

 

Ashley Cole

Foto: Los Angeles Galaxy/Facebook oficial – Ashley Cole

O veterano Ashley Cole possui um currículo extenso. Disputou por 15 anos o Campeonato Inglês, conquistando o torneio por três oportunidades. Além disso, participou da conquista de uma Liga Europa e uma Liga dos Campeões. Após muito tempo na Inglaterra, foi para a Roma por uma temporada. Está no Los Angeles Galaxy desde 2016.

 

Carlos Vela

Foto: Los Angeles FC/Facebook oficial – Carlos Vela

O atacante de 29 anos será a grande aposta do Los Angeles FC, que irá para sua primeira temporada na Major League Soccer. Contratado pelo Arsenal em 2005, o mexicano passou por muito tempo sendo emprestado; foram passagens por Salamanca, Osasuna, West Bromwich e Real Sociedad, que o contratou posteriormente e o teve por mais cinco temporadas e meia.

Outro antigo Gunner na liga norte-americana é o zagueiro Philippe Senderos, que defende o Houston Dynamo desde o ano passado.

 

Sebastian Giovinco

Foto: Toronto FC/Facebook oficial – Sebastian Giovinco

O italiano era uma grande aposta da Juventus para o futuro, no entanto, não conseguiu corresponder como era esperado. Na Bota, também passou por Empoli e Parma, nas duas oportunidades emprestado pela Velha Senhora. Disputando a MLS, o atleta conseguiu mostrar todo o seu futebol e levar o Toronto FC a conquista de títulos.

Ao lado de Giovinco, estão Jozy Altidore (Ex-Villarreal, Az Alkmaar e Sunderland), Michael Bradley (Heerenveen, Borussia M’gladbach e Roma) e a nova contratação do clube canadense, Gregory van der Wiel (Ajax, PSG e Fenerbahçe).

 

Tim Howard

Foto: Colorado Rapids/Facebook oficial – Tim Howard

Por muito tempo, assistir uma partida do Everton era ter certeza que encontraríamos Tim Howard no gol. Não é por menos, foi uma década do goleiro defendendo a mesma camisa. Desde sua saída da Inglaterra, o norte-americano de 38 anos defende o Colorado Rapids.

 

Giovani dos Santos

Foto: Los Angeles Galaxy/Facebook oficial – Giovani dos Santos

O mexicano era uma das promessas de La Masia, categoria de base do Barcelona. No começo, chegou a animar a torcida azul-grená, mas não ficou muito tempo na Espanha.

Foi para o Tottenham e emprestado diversas vezes para outras equipes (Ipswich Town, Galatasaray e Racing Santander). Ainda passou por Mallorca e Villarreal, onde desempenhou bom futebol com regularidade.

Desde 2015 está no Los Angeles Galaxy. Seu irmão, Jonathan dos Santos, também revelado pelo Barcelona e também com passagem pelo Villarreal, é seu companheiro de equipe desde o ano passado.

Clint Dempsey

Foto: Seattle Sounders/Facebook oficial – Clint Dempsey

Desde 2013 no Seattle Sounders, Clint Dempsey por muito tempo defendeu o Fulham, fazendo parte daquele time que chegou na final da Europa League na temporada 2009/10 e sendo o goleador da equipe nas temporadas 2010/11 e 2011/12. Após isso, transferiu-se para o Tottenham e ficou uma temporada antes do retorno a sua terra natal.

Em 2014, o norte-americano chegou a retornar ao Fulham por empréstimo.

 

Outros nomes:

Auro, ex-São Paulo, estreia pelo Toronto FC.

Ezequiel Barco, ex-Independiente, atuará pelo Atlanta United FC.

Federico Higuaín, irmão de Gonzalo Higuaín, atua no Columbus Crew.

Ibson, ex-Flamengo, pertence ao Minnesota United.

Ilsinho, ex-São Paulo, defende as cores do Philadelphia Union.

Kyle Beckerman, que defendeu a seleção norte-americana na última Copa, continua no Real Salt Lake.

Nicolás Lodeiro, ex-Botafogo e Corinthians, está no Seattle Sounders desde 2016.

Yoshimar Yotún, ex-Vasco, continua no Orlando City.

 

 

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Copa do Brasil: Fluminense e Internacional, em casa conseguem construir boa vantagem para os jogos de volta da terceira fase?

Cariocas e gaúchos vivem momentos positivos na temporada e estão há um bom tempo sem saber o que é perder

Apenas quatro times entram em campo pela Copa do Brasil nesta quinta-feira, 1º de março. Os jogos, válidos pelas partidas de ida da terceira fase do torneio, acontecem às 19h15, no horário de Brasília. Teremos duas equipes grandes em ação: Fluminense e Internacional. Inicialmente, cariocas e gaúchos são favoritos nas apostas de futebol do Oddsshark.com, porém surpresinhas podem acontecer, não é? Vale lembrar que a partir de agora a competição é disputada no formato de ida e volta, sem o critério de gol na casa do adversário.

Fluminense x Avaí

Depois de um começo de temporada bem ruim e a perda dos principais jogadores, o Fluminense vive a sua melhor fase. Já são seis resultados positivos consecutivos, sendo que o último foi a goleada de 4 a 0 sobre o grande arquirrival Flamengo pela segunda rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca. Somente no mês de fevereiro, os tricolores marcaram 14 gols e não sofreram nenhum.

Para chegar até a terceira fase da copa nacional, a formação carioca eliminou o Salgueiro, de Pernambuco, ao golear por 5 a 0 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

O técnico tricolor Abel Braga, em entrevista coletiva, falou sobre esta eliminatória. “O que eu quero conseguir é uma pequena vantagem, pelo menos. Até por isso que estou aqui. As pessoas têm de saber que estamos com os pés no chão. Não nos sentimos vaidosos por nada que fizemos. Gostaria de ver um número maior de torcedores no estádio, mas eles têm de saber que não será sempre que sairá goleada”.

O comandante também comentou a possível chegada de reforços. “Está muito difícil. O pessoal não para de trabalhar. Está complicado. A gente sabe que mesmo com condição de pagar o salário, não conseguimos. Mas vai chegar até porque precisamos”, concluiu.

A escalação do Flu seguia desconhecida até o fechamento da matéria. Já o Avaí, invicto há cinco duelos, é time acostumado a disputar Série A do Campeonato Brasileiro e certamente fará jogo duro com a equipe das Laranjeiras. Os catarinenses passaram pelo Juventude, em Caxias do Sul, com o placar de 2 a 0 no Estádio Alfredo Jaconi, e chegam animados para surpreenderem na Cidade Maravilhosa. Em sete jogos feitos neste ano, na condição de visitante, a Azurra levou a melhor em cinco e foi derrotada em outros dois. Abre o olho, Fluzão!

De acordo com os números disponibilizados pelo Oddsshark.com para você dar o seu palpite, o triunfo do Fluminense, que é apontado como favorito, rende R$ 1,57 a cada real aplicado. A vitória avaiana gera R$ 5,00, enquanto que o empate paga R$ 3,79 por 1.

Agora, se olharmos os confrontos passados vamos perceber que o domínio é total do Fluminense.  Em 10 jogos, os cariocas venceram em 8 oportunidades e perderam 2. O encontro mais recente aconteceu pelo Brasileirão do ano passado, no dia 15 de outubro, no Rio. Na oportunidade, os tricolores venceram por 1 a 0, com gol anotado por Henrique Dourado, hoje no Flamengo.

Internacional x Cianorte

Se seguirmos a lógica, os colorados têm vida mais fácil que os tricolores. O Inter recebe em casa o time do Cianorte, do Paraná. Na semana passada, o time vermelho venceu o Remo, de virada, por 2 a 1, na cidade de Belém, no Pará. O atacante Leandro Damião não estará no confronto. Ele tenta se recuperar de dores nas costas. Roger fica com a vaga no ataque.

O treinador Odair Hellmann também não terá as presenças do goleiro Danilo Fernandes e do atacante William Pottker, ambos estão no departamento médico com lesões na coxa direita. Já o meio-campista uruguaio Nico López fica de fora para cumprir suspensão por ter sido expulso na partida anterior. O “Campeão de Tudo” está invicto no Beira-Rio neste ano. A última derrota foi na Série B, em 2017, no 1 a 0 para o Ceará, no dia 28 de outubro.

A provável escalação do Internacional é a seguinte: Marcelo Lomba; Dudu, Klaus, Victor Cuesta e Iago (ou Uendel); Rodrigo Dourado, Edenílson, Wellington Silva, D’Alessandro e Patrick; Roger.

Na segunda-fase da Copa, o Leão do Vale do Ivai despachou o tradicional Criciúma nas disputas de pênaltis. No primeiro turno do Campeonato Paranaense, conquistado pelo Coritiba, o Cianorte não conseguiu a classificação para as semifinais e ficou apenas no quarto lugar do Grupo A.

Ainda conforme o Oddsshark.com, o duelo no Beira-Rio paga R$ 1,13 aos donos da casa, enquanto os visitantes podem rentabilizar R$ 9,00 por 1, se vencerem.

Confira os jogos desta quarta-feira da Copa do Brasil 2018

Quarta-feira (28 de fevereiro)

19h30 – Bragantino (R$ 3,25) 1 x 0 (R$ 2,10) Vitória. Empate: R$ 3,29

19h30 – Goiás (R$ 2,25) 1 x 0 (R$ 3,00) Coritiba. Empate: R$ 3,20

19h30 – Náutico (R$ 1,80) 2 x 1 (R$ 4,33) Cuiabá. Empate: R$ 3,29

19h30 – São Paulo (R$ 1,22) 2 x 0 (R$ 11,00) CRB. Empate: R$ 5,25

19h30 – Ponte Preta (R$ 1,64) 0 x 0 (R$ 4,75). Empate: R$ 3,60

20h30 – Ferroviário (R$ 3,20) 1 x 1 (R$ 2,20) Vila Nova. Empate: R$ 3,10

21h30 – Atlético Paranaense (R$ 1,95) 0 x 0 (R$ 3,79) Ceará. Empate: R$ 3,25

21h45 – Figueirense (R$ 3,00) 0 x 1 (R$ 2,29) Atlético Mineiro. Empate: R$ 3,10

Quinta-feira (1º de março)

19h15 – Fluminense (R$ 1,57) x (R$ 5,00) Avaí. Empate: R$ 3,79

19h15 – Internacional (R$ 1,13) x (R$ 9,00) Cianorte. Empate: R$ 5,00

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Não vencer o Manchester City em casa significa “fim” de Premier League para o Arsenal

Clube de Londres luta com muita dificuldade para chegar ao G-4 do Campeonato Inglês

Em menos de uma semana, Arsenal e Manchester City irão se enfrentar nesta quinta-feira, 1º de março, às 16h45, horário de Brasília, no Emirates Stadium, em Londres, pela 28ª rodada da Premier League. No domingo passado, em Wembley, o jogo foi válido pela final da Copa da Liga Inglesa. Na ocasião, os citizens sobraram muito em campo e derrotaram os rivais por 3 a 0.

Com o título, o treinador espanhol Pep Guardiola e seus jogadores se recuperaram da eliminação na tradicionalíssima Copa da Inglaterra, a FA Cup, para o Wigan, da terceira divisão, além de terem evitado espaços para as críticas. No Campeonato Inglês, o City segue incontestável na liderança com 72 pontos, 13 a mais que o grande arquirrival Manchester United, tendo 23 resultados positivos, apenas 1 negativo e 3 empates. O aproveitamento é de 88.9%. Gols foram marcados 79 e sofridos 20. Os números são muito bons. Não tem como imaginar que esta equipe não vai ficar com o caneco no fim da temporada.

Na rodada anterior, o Manchester goleou o Leicester por 5 a 1 no Etihad Stadium. Guardiola não vai poder contar com a presença em campo do volante brasileiro Fernandinho. O atleta sofreu um estiramento no fim de semana na parte posterior da coxa esquerda. O brazuca se tornou o principal pilar do meio-campo dos citizens, principalmente na parte defensiva. Para uma equipe sofrer poucos gols é necessário ter uma boa proteção de zaga.

Mesmo tendo um rendimento bastante superior que os demais adversários, Guardiola pediu concentração aos seus comandados. “Temos de estar concentrados. Os próximos seis jogos são terríveis em termos de qualidade dos adversários. Quatro deles serão fora. Estamos pensando no Arsenal, Chelsea, Tottenham, Manchester United e no jogo fora, na casa do Stoke, que está a lutando para evitar o rebaixamento. Temos um jogo no Goodison Park, contra o Everton, que é sempre complicado. Devemos manter o foco.”

A 24ª vitória do City no Inglês está estimada em R$ 1,71 a cada real aplicado nas apostas de futebol do Oddsshark.com.

Do outro lado do clássico, os gunners precisam mostrar poder de reação se quiserem continuar sonhando com uma vaga no G-4 para voltar a disputar a Liga dos Campeões. Atualmente, o Arsenal é o sexto da classificação da Premier League, com 45 pontos, 8 a menos que o quinto colocado, que é o Chelsea. O time londrino tem 13 vitórias, 6 empates e 8 derrotas, o que gera o rendimento de 55.6%, além de 51 gols marcados e 36 sofridos. A última partida na liga nacional foi a derrota de 1 a 0 para o grande arquirrival Tottenham, fora de casa. Cada jogo agora é uma verdadeira decisão. Vencendo já está difícil, imagina empatando ou perdendo, não é mesmo?

Questionado, o treinador francês Arsène Wenger afirmou em conversa com os jornalistas que o seu time precisa fazer com que os momentos decisivos sejam a favor do Arsenal. Caso consigam se impor e vencerem o melhor time não só da Inglaterra, mas, sim da Europa, os gunners vão pagar R$ 4,60 por 1 no Oddsshark.com.

Após a final da Copa da Liga, uma imagem em Wembley chamou atenção de todos. Um garoto, torcedor do Arsenal, foi filmado aos prantos lamentando a perda do título. Pelo Twitter, o volante egípcio Mohamed Elneny postou a seguinte mensagem para o pequeno torcedor. “Ouça, as suas lágrimas são muito importantes para todos nós. Para você e para os fãs do Arsenal, eu prometo lutar para colocar um sorriso no seu rosto.”

Histórico de confrontos diretos

Em 194 partidas disputadas até o momento, o Manchester City venceu 52, contra 97 do Arsenal. Empates foram registrados 45. No duelo do primeiro turno da Premier League, jogado no dia 5 de novembro, os citizens levaram a melhor e derrotaram o adversário por 3 a 1. Quando o jogo é mando de campo dos gunners, o placar mais comum é de 1 a 0 para os anfitriões. Segundo o Oddsshark.com, uma vitória caseira simples, como citado acima, gera R$ 19,00 por 1. Seria uma boa, hein? Agora, se você acha que os visitantes vão ganhar por três gols ou mais de diferença, como foi no domingo, o valor é de R$ 5,00.

Confira as cotas de Arsenal x Manchester City pela 28ª rodada da Premier League:

Quinta-feira (1ª março)

16h45 – Arsenal (R$ 4,60) x (R$ 1,71) Manchester City. Empate: R$ 4,00

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Brasil 1×7 Alemanha: será que a ficha já caiu?

 

Mundo abismado: o que aconteceu?

“E lá vem eles de novo, olha só que absurdo…”

O tom incrédulo e desesperado das palavras de Galvão Bueno ficaram marcados no folclore popular. “O 7×1 nosso de cada dia” passou a ser usado como analogia para situações ruins da política e outras mazelas do cotidiano e da sociedade.

No entanto, às vésperas de uma nova copa do mundo, o impacto do resultado de Brasil 1×7 Alemanha parece não alcançar o tamanho que deveria, ou pelo menos, o povo ainda aparenta estar anestesiado, sem o tempo devido capaz de assimilar o choque de tudo o que aconteceu naquele 8 de julho de 2014.

Levando em conta o futebol como esporte com baixa pontuação, especialmente em jogos decisivos envolvendo grandes potências da categoria, fica inconcebível entender o que aconteceu. No entanto, olhar um pouco para a história talvez nos ajude a compreender a imensidão do ocorrido.

Fator casa

A começar pelo fato da seleção anfitriã ter sido a vítima do infortúnio. Até 2014, o placar com mais gols contra uma equipe mandante de mundial aconteceu no longínquo ano de 1954, quando a Áustria não tomou conhecimento dos suíços e venceu por 7×5, nas quartas de final do torneio, calando o estádio Olímpico, em Lausanne. A mesma Áustria levaria um choque de realidade logo na fase seguinte, num revés de 6×1 para a Alemanha, que se sagraria campeã.

Nas duas copas adiante, o Brasil começava a dar mostras de sua força no futebol, protagonizando outros dois placares elásticos contra donos da casa. Em 1958, na final em Estocolmo, venceria a Suécia por 5×2. Quatro anos depois, em Santiago, a vítima seria o Chile, dessa vez nas semifinais, num 4×2 que revelaria o enorme talento de Garrincha, Pelé, Vavá e cia de vez para o mundo e carimbaria o bicampeonato mundial para a seleção canarinho.

O tri viria em 1970, no México, com um time mais maduro, e que por vezes, seria eleito o melhor onze de todos os tempos. Na final contra o Itália, a consagração máxima com goleada de 4×1 para os brasileiros, fora o baile. Itália, a finalista, que nas quartas de final, em Toluca, passou por cima dos anfitriões mexicanos também em um 4×1, marcando mais um capítulo de placar largo contra mandantes em nossa história.

Chile 2×4 Brasil: uma seleção acostumada a calar torcidas adversárias

Por fim, o último caso, em 2010, quando o experiente Uruguai empurrou a África do Sul para bem longe do sonho de passar às oitavas de final da copa do mundo em casa, vencendo por 3×0 e calando as vuvuzelas da maioria dos presentes.

Difícil explicação

Diferente de alguns casos citados, no contexto do esporte atual e do confronto que resultou nos sete gols da Alemanha, não é preciso tentar recorrer a justificativas de nível técnico dos times, culpados individuais, ausência de craques, desmotivação ou qualquer outro fator que possa explicar o evento. Por que ele, por si, já é inexplicável.

Considerando a era moderna do futebol, onde os conceitos de preparação, valores e profissionalismo em geral nunca foram tão elevados, fica praticamente impossível sequer imaginar uma seleção que vai até o estádio adversário, lotado e absolutamente tomado de boas expectativas, numa semifinal de copa do mundo, e marca 5 gols com 28 minutos de bola rolando, culminando num descomunal placar de sete gols a um, com a equipe triunfante desperdiçando oportunidades de aumentar a conta e por fim, tocando a bola como quem, mais do que ninguém, quer que aquela humilhação termine.

Também já marcamos 7 num jogo de Copa

No entanto, é bom ressaltar que o 7×1 um dia já esteve a nosso favor e em uma copa também no Brasil. Em 1950, num quadrangular final com Espanha, Uruguai e Suécia, os suecos foram as vítimas, num Maracanã abarrotado de gente. Goleada que entra para a lista das maiores da história do torneio, como Uruguai 8×0 Bolívia (1950) Iugoslávia 9×0 Zaire (1974) ou Alemanha 8×0 Arábia Saudita (2002). E aqui vai mais uma situação única que só o Brasil protagonizou na humilhação da semifinal de 2014: nos 88 anos de mundial, em nenhum dos maiores placares, a equipe que atropelou o pobre adversário alcançou o êxito da Alemanha de construir uma vantagem de 5 gols com menos de 30 minutos. Nem mesmo em Hungria 10×1 El Salvador (1982), o maior de todos os massacres.

Um fenômeno tão peculiar e tão sem precedentes que logo que o apito final soou, imediatamente começaram a surgir as famosas teorias conspiratórias em torno do acontecimento, em grande parte motivadas pelo viés dos diversos protestos políticos da época. Por fim, muito se falou, mas nada se provou até então.

Mineiraço x Maracanazzo

Se o Maracanazzo, constantemente lembrado ao longo da história, com todos os seus protagonistas e injustos vilões, levou décadas para ser parcialmente superado, é de se esperar que o novo vexame, e não apenas o novo, mas o maior acontecimento futebolístico da história, leve séculos para ser digerido.

A fábrica de talentos não irá cessar e a seleção brasileira vai revelar novos craques. Em menos de 4 anos, a equipe se refez com um novo comando técnico, recuperou o fôlego e embarca para a Rússia como uma das favoritas para o título. E provavelmente será assim em 2022, em 2026, em 2030…

Brasil literalmente engolido pela Alemanha: uma marca que ficará para sempre

Mas o 7×1, ó fiéis apreciadores de futebol, independente dos resultados e conquistas futuras, não nos abandonará, porque o tempo, fatalmente, e cada vez mais nos fará alcançar a noção do que se passou aconteceu naquele 8 de julho de 2014 no estádio do Mineirão. Um dia que entrou para a história de Brasil e Alemanha, do futebol e do esporte em geral.

 

Noventa minutos de uma partida que passará de geração para geração como nenhuma outra na história, seja em forma de lembrança, relato ou versão. Como uma manifestação enigmática que vai nos acompanhar por toda a eternidade. Que a gente só sabe que aconteceu.

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