Mais uma vez, ao final da temporada europeia, o Doentes por Futebol apresenta o seleto grupo de eleitos que compõe nossa Seleção da Premier League. Contando com a colaboração de votantes especialíssimos e, mais importante que isso, peritos no assunto, foram escolhidos os melhores jogadores de cada posição, o treinador de maior destaque, o craque, o tento mais belo e a revelação. Confira os eleitos:
Goleiro: David De Gea (Manchester United)
Mais uma vez ele: David De Gea é o único jogador eleito nos últimos três anos de votação. Seguro como sempre, a despeito de o Manchester United ter, novamente, vivido temporada novamente de altos e baixos, o espanhol voltou a se mostrar em grande forma. Nas 35 partidas em que esteve em campo assegurou importantes 14 clean sheets e mais: sofreu apenas 29 gols, marca excelente. Ninguém mais duvida da grandeza do arqueiro mancuniano. Contudo, neste ano a votação foi apertada e o também excepcional Courtois, do Chelsea, chegou perto de lhe roubar o posto. Fica para próxima, Thibaut!
Foram lembrados: Thibaut Courtois (Chelsea), Hugo Lloris (Tottenham) e Tom Heaton (Burnley)
Lateral Direito: Kyle Walker (Tottenham)
Lembrado no ano passado, Kyle Walker dominou a votação desse ano, deixando seus competidores comendo poeira, da mesma forma que fez com seus adversários. Com liberdade para avançar (uma vez que o Tottenham incorporou o uso de três zagueiros), viveu sua melhor temporada da carreira. Na Premier League, distribuiu cinco importantes assistências e foi extremamente regular – o que se cobrava dele em outros tempos.
Foram lembrados: Victor Moses (Chelsea), Seamus Coleman (Everton), Valencia (Manchester United) e Nathaniel Clyne (Liverpool)
Zagueiros: Toby Alderweireld (Tottenham) e Gary Cahill/David Luiz (Chelsea)
Também do Tottenham, o zagueiro Toby Alderweireld foi um dos escolhidos para formar a melhor defesa da temporada. O belga é outro que retorna ao pódio, já tendo feito ótima campanha em 2015-2016. Ainda mais adaptado ao time de Mauricio Pochettino, foi uma fortaleza na retaguarda dos Spurs, ajudando os laterais a evoluir e seus companheiros de setor, Jan Vertonghen e Eric Dier, a mostrar altíssimo nível. A defesa do time que se despediu do estádio White Hart Lane foi a menos vazada do certame e, em toda a competição, Alderweireld recebeu apenas um cartão amarelo.
Por outro lado, é importante ressaltar o quão disputada foi a busca por um companheiro para o beque do Tottenham, tanto que deu empate. Zagueiros do Chelsea, Gary Cahill e David Luiz receberam o mesmo número de votos e compõem a seleção da temporada. Justíssimo, já que falamos na segunda melhor defesa da competição.
Finalmente, o beque inglês mostrou a segurança dele esperada. As falhas de outros tempos foram deixadas para trás e, em seu lugar, apareceu a imponência de um novo capitão. Lado outro, atuando como líbero, o brasileiro voltou a viver ótimo momento. Menos atrapalhado e com mais liberdade para desenvolver seu futebol, renasceu – tanto que voltou à Seleção Brasileira.
Foram lembrados: César Azpilicueta (Chelsea), Jan Vertonghen (Tottenham), Laurent Koscielny (Arsenal) Marcos Rojo (Manchester United), Eric Bailly (Manchester United), Michael Keane (Burnley) e Nicolás Otamendi (Manchester City)
Lateral Esquerdo: Marcos Alonso (Chelsea)
Os olhares desconfiados da época da contratação do lateral espanhol pelo Chelsea deram lugar à admiração, com o tempo. Atuando como ala, Marcos Alonso teve liberdade para ir à frente, marcar gols (seis), prover assistências (três) e se entrosou muito bem com Eden Hazard. Sua adaptação no time foi fundamental para o título do Chelsea e é com justiça que o jogador foi o eleito. Contudo, convém ressaltar que Alonso foi perseguido de perto por outro atleta que fez ótima temporada: Danny Rose, do Tottenham.
Foram lembrados: Danny Rose (Tottenham) e Ryan Bertrand (Southampton)
Meio-campistas: N’Golo Kanté (Chelsea) e Dele Alli (Tottenham)
Absolutos, craques, decisivos e fundamentais, N’Golo Kanté (a única unanimidade da votação) e Dele Alli estão de volta. Se no ano passado o volante francês já havia sido fundamental para o título inglês do Leicester City, nesse brilhou tanto quanto. De camisa nova – ainda azul –, representando o Chelsea, o jogador foi bicampeão nacional e seguiu sendo o recordista de desarmes e interceptações da temporada. Confirmou, pois, o que sua temporada anterior já havia atestado: é hoje o melhor recuperador de bolas do mundo.
Além dele, Alli também merece toda a ovação possível. Aos 21 anos, mostrou evolução da temporada anterior para essa. Seguiu sendo peça versátil e revelou ainda maior poder de decisão: anotou 18 tentos e proveu sete assistências. Mais maduro, recebeu menos cartões amarelos e melhorou alguns de seus índices – sobretudo o de aproveitamento de passes, que passou de 75,9% para 80,7%.
Foram lembrados: Philippe Coutinho (Liverpool), Mousa Dembélé (Tottenham), Ander Herrera (Manchester United), Victor Wanyama (Tottenham), Christian Eriksen (Tottenham), Kevin De Bruyne (Manchester City) e Adam Lallana (Liverpool)
Pontas: Eden Hazard (Chelsea) e Alexis Sánchez (Arsenal)
Após viver temporada dificílima em 2015-2016, penando em um Chelsea que não se encontrou, Eden Hazard recuperou seu melhor nível na temporada que termina. Taticamente, deixou de atuar tão aberto, aproximou-se do gol e voltou a ser brilhante. Além disso, mostrou impressionante vontade, disputando bolas e buscando sempre se manter em pé em divididas. É, pois, justamente premiado. Ao todo, balançou as redes 16 vezes e criou cinco assistências.
Como o belga, Alexis Sánchez foi fantástico, tendo ainda vivido as dificuldades de atuar em um time completamente instável, dentro e fora dos campos, com as especulações sobre a permanência (ou não) do treinador Arsène Wenger. Alheio a isso, o chileno marcou impressionantes 24 gols e deu 10 assistências. Foi decisivo demais.
Foi lembrado: Sadio Mané (Liverpool)
Atacantes: Harry Kane (Tottenham) e Romelu Lukaku (Everton)
Artilheiro e vice da Premier League 2016-2017, Harry Kane e Romelu Lukaku só não fizeram chover na temporada recém-finda. Lideranças técnicas e referências fundamentais para Tottenham e Everton, anotaram 29 e 25 gols, provendo, ainda, sete e seis assistências, respectivamente. A dupla marcou de todos os jeitos possíveis: gols de matador, finalizações de rara perícia, com os pés, a cabeça, de pênalti. O inglês é outro que retorna, após ter sido eleito no ano passado.
Foram lembrados: Diego Costa (Chelsea) e Zlatan Ibrahimovic (Manchester United)
Treinador: Antonio Conte (Chelsea)
De novo um italiano! Se ano passado Claudio Ranieri venceu a disputa, construindo um Leicester de inquestionável eficiência, Antonio Conte leva o prêmio dessa temporada também com sobras: o treinador do Chelsea revolucionou o futebol inglês. Após um início titubeante, renasceu o esquema com três zagueiros, fez do lateral César Azpilicueta um deles, transformou David Luiz em líbero, reacendeu a chama do talento de Eden Hazard e potencializou o desempenho de peças como Victor Moses e Marcos Alonso. Com rara perícia, Conte extraiu o melhor de seus atletas e fez tendência na Inglaterra.
Foi lembrado: Mauricio Pochettino (Tottenham)
Craque: N’Golo Kanté (Chelsea)
O francês não é habilidoso, não é driblador, não marca gols ou cria assistências. Ainda assim é craque.
Craque porque faz o que ninguém mais faz: desarma, intercepta e faz o time jogar com impressionante qualidade e frequência. Principal engrenagem do Leicester em 2015-2016, repetiu o feito com a camisa do Chelsea, superiorizando-se a Hazard na disputa pelo posto mais alto de nossa eleição.
Foram lembrados: Eden Hazard (Chelsea), Harry Kane (Tottenham), Alexis Sánchez (Arsenal) e Diego Costa (Chelsea)
Gol mais bonito: Olivier Giroud (Arsenal 2×0 Crystal Palace)
Embora seja muitas vezes contestado, Olivier Giroud fez uma pintura contra o Crystal Palace, na 19ª rodada da Premier League. Lançado por Alexis Sánchez se virou como pode para marcar. O resultado foi uma belíssima finalização de calcanhar no ângulo do goleiro Wayne Hennessey, verdadeiro scorpion kick.
Foram lembrados: Andy Carroll (West Ham 3×0 Crystal Palace), Emre Can (Watford 0x1 Liverpool), Dimitri Payet (West Ham 1×1 Middlesbrough) e Jordan Henderson (Chelsea 1×2 Liverpool)
Revelação: Tom Davies (Everton)
Já é rotina em Goodison Park a revelação de grandes talentos jovens. Em 2016-2017 a bola da vez foi o meio-campista Tom Davies, de apenas 18 anos. A despeito da pouca idade, o inglês impressionou pela forma intensa como joga futebol, percorrendo extensa faixa do campo, desarmando, indo à frente e voltando para marcar, acertando percentual alto de passes (82,8% em média) e se firmando como o motorzinho do time, que fez brilhante campanha no segundo turno. É bom ressaltar, entretanto, que a vitória veio nos acréscimos. Apenas um voto separou-o do brasileiro Gabriel Jesus, que teve início de trajetória brilhante no Manchester City.
Foram lembrados: Gabriel Jesus (Manchester City), Dele Alli (Tottenham), Nathan Aké (Bournemouth/Chelsea), Alex Iwobi (Arsenal) e Marcus Rashford (Manchester United)
A SELEÇÃO FINAL
De Gea; Walker, Alderweireld, Cahill/David Luiz, Alonso; Kanté, Alli; Sánchez, Lukaku, Kane, Hazard. Téc.: Antonio Conte
Craque: N’Golo Kanté
Revelação: Tom Davies
Gol mais bonito: Olivier Giroud (Arsenal 2×0 Crystal Palace)
VOTARAM
– Breiller Pires (ESPN)
– Gustavo Hofman (ESPN)
– João Castelo-Branco (ESPN)
– Mário Marra (ESPN)
– Rodrigo Bueno (FOX Sports)
– Leandro Stein (Trivela)
– Caio Alves (Alambrado)
– Lucas Sanches (Chelsea Brasil)
– Thiago Ienco (Premier League Brasil)
– Alcysio Canette (Arsenalismos – ESPN FC)
– Javier Freitas (Manchester Connection – ESPN FC)
– Lucas Filus (Stretford End – ESPN FC)
– Lucas Valim (Pride of London – ESPN FC)
– Mauricio Leandro (Liverpool FC Brasil – ESPN FC)
– Pedro Reinert (One Hotspur – ESPN FC)
– Filipy Roberto (DPF/ ManUtd BR)
– Gregor Vasconcelos (DPF)
– Lucas Cavalcante (DPF)
– Lucas Sousa (DPF)
– Osmar Júnior (DPF)
– Pedro Galindo (DPF)
– Raniery Medeiros (DPF)
– Saimon Mryczka (DPF)
– Wladimir Dias (DPF/ O Futebólogo/ Bundesliga Brasil)
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